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  • O mistério das sete relógios - Agatha Christie - Resenha de Josielma Ramos

    Sinopse: "Um tanto inusitado é o fato de que, ao final desta história, o leitor sentirá vontade de relê-la só para ter certeza de que a autora não lhe pregou uma peça." - Jornal The Scotsman
    "Durante uma temporada na distinta mansão Chimneys, um grupo de jovens espirituosos decide dar uma lição ao incorrigível Gerry Wade. Eles adquirem oito despertadores e os posicionam em seu quarto, para que finalmente acorde no horário apropriado da casa. A brincadeira toma um rumo inesperado quando Wade é encontrado morto em sua cama, vítima de uma aparente overdose.
    No entanto, como explicar que apenas sete dos oito relógios estejam no local do crime? Uma carta deixada por Wade para sua meia-irmã sugere uma possível pista, envolvendo uma sociedade secreta ligada à máfia. Será que há algum tipo de conspiração internacional por trás da morte do rapaz? Uma organização criminosa que pode fazer ainda mais vítimas? É o mistério que Lady Eileen Brent e seus amigos tentarão desvendar, com o auxílio do superintendente Battle." 

    Resenha: A história se inicia quando um pequeno grupo de amigos, da alta sociedade, se reúne para passar um final de semana agradável em Chimneys. Em meio a jogos de bridge, danças e passeios, o grupo decide pregar uma peça em Gerry Wade, um dos amigos que sempre acorda extremamente atrasado para as refeições da manhã.
    A partir dai tudo começa e se complicar, eles colocam em prática sua inofensiva brincadeira o jovem Wade, mas algo inesperado acontece, Gerry aparece morto. A morte aparentemente foi causada pelo uso de um sedativo em excesso, o que deixa alguns dos presentes assustados e outros desconfiados.
    Um inquérito é aberto para averiguar o suposto suicídio em Chimneys, só que mais outro jovem do grupo é morto, o que chama a atenção da Scotland Yard e de alguns dos amigos das vítimas. Os crimes parecem não ter mais fim, novas tentativas de assassinato e o suposto roubo de uma "fórmula" muito valiosa mexem com o enredo e a trama vai se estendendo. 
    As suspeitas caem sobre uma perigosa sociedade secreta, composta por personalidades estrangeiras. Alguns dos jovens, vendo a ineficiência da policia para solucionar os crimes, resolvem agir por conta própria e iniciam um investigação que pode por suas vidas em grande risco.
    A diagramação, está impecável, a editora Nova Fronteira fez um trabalho incrível nestas novas edições dos clássicos da rainha do crime, tanto na arte da capa que remetem diretamente ao enredo da obra, quanto na coloração das páginas, com leve tom amarelado que torna a leitura menos cansativa e mais fluente, o enredo nos prende de uma maneira tão gostosa que você não consegue para de ler, e tem capa dura, eu tenho uma paixão especial por livros de capa dura.

    Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley - Resenha de Thales Augusto

    SinopsePublicado em 1932, Admirável Mundo Novo tornar-se-ia um dos mais extraordinários sucessos literários europeus das décadas seguintes. O livro descreve uma sociedade futura em que as pessoas seriam condicionadas em termos genéticos e psicológicos, a fim de se conformarem com as regras sociais dominantes. Tal sociedade dividir-se-ia em castas e desconheceria os conceitos de família e de moral. Contudo, esse mundo quase irrespirável não deixa de gerar os seus anticorpos. Bernard Marx, o protagonista, sente-se descontente com ele, em parte por ser fisicamente diferente dos restantes membros da sua casta. Então, numa espécie de reserva histórica em que algumas pessoas continuam a viver de acordo com valores e regras do passado, Bernard encontra um jovem que irá apresentar à sociedade asséptica do seu tempo, como um exemplo de outra forma de ser e de viver. Sem imaginar sequer os problemas e os conflitos que essa sua decisão provocará. Admirável Mundo Novo é um aviso, um apelo à consciência dos homens. É uma denúncia do perigo que ameaça a humanidade, se a tempo não fechar os ouvidos ao canto da sereia de uma falsa noção de progresso.

    Resenha: Neste livro vamos observar alguns personagens interessantes, porem muito mais importante que os personagens é a forma como os leitores se surpreendem com esse mundo diferenciado, por isso, não vou ter como foco dizer sobre os personagens desta magnifica historia. O jeito de viver, os costumes, a felicidade, o que é verdade e mentira, isso tudo é bem explicado no decorrer da trama e gera um desconforto enorme em nós leitores. Este livro tem o tipo de historia que nos faz refletir em coisas como:” isso pode acontecer um dia?”, “Como se vive desta forma?”
    Minha real intenção é despertar em todos aquela vontade de ler este magnifico livro, pois ira abrir um leque de ideias em sua mente, pensar o quanto a historia é surreal ou ate mesmo real, esse é o mais famoso livro de Aldoux Huxley e você precisa entender essa historia para ver se sua visão de mundo é muito diferente da do autor quando escreveu o livro na década de 30.


    Não foi em vão que este livro é considerado um clássico, um livro que os nomes dos personagens são marcantes e a divisão da sociedade é algo incrível e ao mesmo tempo “louco”, se tenho como resumir este livro em uma frase esta seria “Genial!”.

    Memórias de uma Gueixa - Arthur Golden - Resenha de Josielma Ramos

    Sinopse: "Memórias de uma Gueixa" é um romance fascinante, para ser lido de várias maneiras: como um mergulho na tradicional cultura japonesa, ou um romance sobre a sexualidade, e ainda, como uma descrição minuciosa da alma de uma mulher já apresentada por um homem. Seu relato tem início numa vila pobre de pescadores, em 1929, onde a menina de nove anos é tirada de casa e vendida como escrava. Pouco a pouco, vamos acompanhar sua transformação pelas artes da dança e da música, do vestuário e da maquilagem; e a educação para detalhes como a maneira de servir saquê revelando apenas um ponto do lado interno do pulso - armas e mais armas para as batalhas pela atenção dos homens. Mas a Segunda Guerra Mundial força o fechamento das casas de gueixas e Sayuri vê-se forçada a se reinventar em outros termos, em outras paisagens.

    Resenha: Narrado em primeira pessoa esse livro é um dos mais poéticos e melancólicos que provavelmente li na minha vida, é o tipo de leitura capaz de abrir uma ferida na alma, pois você sente a dor da protagonista. Ela narra seus medos e anseios de forma profunda e dolorosa.
    Escrito por Arthur Golden, um americano, muitos podem estranhar o fato de um japonês não ter escrito o livro, mas no próprio livro o autor explica, ele conheceu a gueixa que lhe contou suas memórias e que lhe pediu para serem publicadas apenas após sua morte.
    Chiyo Sakamoto nasceu em Yoroido em um vilarejo a beira-mar, morava em uma casinha bêbada (apelido que Chiyo deu a casa por parecer despencar para o lado), vivia como pai muito Idoso, a mãe e a irmã Satsu, sua vida era simples, mas tudo muda depois que sua mãe adoece o pai já havia perdido a primeira esposa e fica desnorteado ao perceber que teria que criar as duas meninas sozinho, e quando um conhecido propõe mandar as meninas para Kioto, ele faz a escolha que mudaria os destinos delas para sempre, ele as vende.

    “O destino não é sempre como uma festa no fim da tarde. Às vezes é apenas lutar na vida, dia após dia”.

    Em Kioto as irmãs são separadas e cada uma segue seu destino, Chiyo se torna criada em uma Okya (casa onde vivem as gueixas), onde é maltratada, explorada e humilhada por Hatsumomo que é uma gueixa de beleza exuberante, mas também uma mulher ambiciosa, perversa e invejosa, combinações perigosas, já sua irmã Satsu tem um destino ainda pior, torna-se prostituta.
    Chiyo se prende a esperança de encontrar sua irmã mais velha e fugir, mas seus planos são descobertos e ela fracassa. Com 9 anos sua vida é cheia de sofrimentos, trabalhos e esperanças de um adulto, Hatsumomo se aproveita da inocência de Chiyo para fazer com que ela sempre se encrenque e acumule dívidas na Okya o que tornaria impossível sua liberdade ou um futuro como gueixa, tendo que assim apenas trabalhar para pagar suas dívidas.
    Mas tudo muda no dia que ela conhece o presidente, ele se encantou por seus olhos e ela por ele, mas não sabia o que o futuro lhe aguardava.

    “Era como uma criança andando na ponta dos pés ao longo de um precipício sobre o mar”.
    Ao decorrer da história acompanhamos as transformações na vida de Chiyo, de garota inocente de um vilarejo de pescadores, para Sayuri (seu nome de gueixa) uma mulher inteligente, elegante e linda, seu sucesso na transformação em gueixa e suas lutas diárias para alcançar tal sucesso.

    “Desde o dia em que meu pai me vendeu como escrava fez cada uma de suas escolhas motivada pelo amor ao único homem que lhe estendeu a mão”.

    No livro é apresentado ao leitor um mundo desconhecido, cheio de mistérios, pois nunca antes havia sido relatada como era a vida de uma gueixa, é uma leitura envolvente, com grande carga cultural e relatos que você fica em dúvida se é realidade ou ficção. Nos mostra a verdadeira face de uma gueixa e ao contrário do que muitos pensam, gueixas não são prostitutas de luxo e sim grandes artistas que são treinadas e criadas desde a infância para entreter homens com sua beleza e talentos como dança, arte, literatura, música, etc...são entretenimento para os aristocratas nas casas de chá.
    As virgindades das gueixas são leiloadas aos aristocratas que podem vir a se tornar seus Danna (uma espécie de patrocinador da gueixa).

    “Não somos gueixas por querer, mas sim por falta de oportunidades, uma gueixa pode sim manter relações sexuais com seu Danna, caso contrário será uma gueixa sem virtudes e terá sua reputação na lama”.

    É uma história comovente, acompanhamos palavra a palavra suas lutas diárias, nos encantamos e nos sensibilizamos com esse mundo que nos é apresentado através da leitura, à escrita do autor é perfeita o que faz com flua bem e o leitor se sinta dentro da própria história, a diagramação está ótima, não encontrei erros na leitura e nova capa chama muita atenção, é um livro que sem quaisquer dúvidas eu recomendaria. 


    Primeiro aniversário da Maria Luiza

    Minha filha enfim fez 1 aninho, quem diria que 1 ano passa tão rápido, acho que toda mãe se sente assim no primeiro ano do filho, o aniversário dela foi no dia 27 de outubro e realizamos a festinha no dia 28, planejei com muito amor e carinho a festinha dela e convidei apenas as pessoas que amamos e fizeram parte dessa jornada conosco, teve muitas pessoas que eu queria presente mas se encontravam muito distantes para vir até aqui, mas estavam conosco em pensamento. 
    Foi tudo muito lindo e eu planejei com muito carinho, a decoração eu fiz sozinha usando inspirações do pinterest, o tema escolhido foi Jardim das borboletas a principio e depois se tornou Jardim da Maria Luiza, passei horas cortando borboletas e flores com minha irmã, e depois horas dobrando e cortando papel de seda para fazer flores grandes, o convite fiz online, isso ajudou a economizar a impressão e ficou muito lindo e personalizado.
    Eu pensei muito antes de decidir fazer a festinha da Maria Luiza, estamos passando por uma bela crise e o dinheiro tá curto, eu estou desempregada a um bom tempo e sabemos que não dá pra viver apenas da venda de livros, então como fazer uma festa com pouco dinheiro? confesso que consegui fazer um milagre, e com a ajuda da família tudo acabou dando muito certo no final e a festa dela ficou lindinha. 
    Vou postar as fotos desse momento lindo em nossas vidas, e em um próximo post conto como fiz cada coisinha. 
    Podem conferir muito mais fotos no instagram dela: @diariodamalua






    Sim o bolo é de verdade rsrs, todo mundo achou que era bolo fake, mas não era, um lindo bolo feito pela Fernanda, no próximo post colocarei o contato dela.


    Obrigada a todos que estiveram presentes, eu amo muito todos vocês.

    Retrospectiva: Internação e parto - 4° dia, nascimento da Maria Luiza

    No 4° dia tudo estava mais calmo depois daquela noite de horror, minha mãe passou a manhã e parte da tarde comigo, Wellington chegou no fim da tarde e minha mãe explicou tudo que havia ocorrido na noite anterior a ele, e que qualquer coisa era só chamar que ela viria correndo, tudo parecia tranquilo até que no inicio da noite as dores voltaram mesmo com a medicação, minhas contrações começaram de 15 em 15 minutos e foram diminuindo, logo estavam vindo de 5 em 5, a médica que veio me examinar ficou muito brava com as enfermeiras pois ninguém havia vindo me dar banho durante todo o dia, desde a noite anterior, e ela precisava me examinar e eu ainda estava toda ensanguentada, depois do banho a médica mandou me colocarem um cateter para a urina e mandou me monitorarem para ver os batimentos cardíacos do bebê, algo estava errado e dava pra notar na cara dela, porém ela nada me disse, o enfermeiro que ficou monitorando não conseguia encontrar os batimentos cardíacos, ele colocava o aparelho em todas as posições e nada, depois de algum tempo a médica voltou e fez o toque, eu estava com 8 cm de dilatação, ela pediu para continuarem monitorando.
    Teve troca de plantão das enfermeiras e adivinhem quem foi que entrou no quarto, uma das enfermeiras da noite anterior, ela entrou como se nada tivesse ocorrido na noite anterior e fez o trabalho dela, logo em seguida entrou a outra que estava com ela na noite anterior, mas como eu estava com o Wellington essa não me reconheceu, e já foi perguntando para a primeira, como está a nossa "amiguinha dos 7 de dilatação" a outra fez sinal para ela parar de falar e disse, "é ela", ai a outra toda sem graça olhou pra mim e disse, "sua mãe está mais calma" e depois olhou para o Wellington e disse "ainda bem que é você que está aqui hoje pai". É preciso ter sangue frio para lidar com algumas pessoas, e a minha preocupação naquele momento nem era mais o descaso dessas duas enfermeiras, era a vida da minha filha, a médica entrou em seguida e disse que se não conseguissem ouvir os batimentos ia fazer o parto porque eu estava dilatando muito rápido, e assim aconteceu, quando eu cheguei a 9 cm de dilatação ela me preparou para o parto, ela disse que tinha que fazer o parto o mais rápido possível dentro de meia-hora.
    Pra minha sorte as duas enfermeiras não ficaram na sala durante meu parto, quem ficou foi uma outra enfermeira que cuidou de mim no primeiro dia e que tinha sido muito legal comigo, Wellington me deu um beijo e disse que ia esperar lá fora, ele não curte ver sangue rsrs, e meu parto foi muito mais sossegado do que eu imaginei, no principio eu fiz tudo errado, eu ouvia nos quartos ao lado as mães gritarem e logo em seguida o choro dos bebês, então imaginei que se eu gritasse ela sairia, e não rolou rsrs, a enfermeira me mandou cerrar os dentes e fechar os lábios e fazer força, nas primeiras duas vezes nada aconteceu, e eu estava muito cansada, a médica acabou tendo que estourar a bolsa pois não estourou sozinha, ai fiz força mais duas vezes e o bebê nasceu, a médica já havia conversado comigo antes e me perguntado o nome dela, eu disse que ainda não sabia, que o pai queria Maria Eduarda ou Maria Luiza, e na hora que ela nasceu, ela me perguntou novamente, "E ai, qual vai ser o nome?" eu olhei aquela coisinha tão miúda na minha frente e disse "Maria Luiza", não deu tempo de dizer mais nada, saíram da sala com a minha filha e a levaram para uma incubadora que estava preparada esperando no corredor para leva-la a UTI.
    Wellington entrou no quarto falando "tem meu nariz" ele não assistiu o parto mas ficou na parte pior que foi a retirada da placenta, disso eu rui muito da cara dele depois. Eu aguardei em uma sala antes de ir para um quarto no andar da UTI, essa foi uma das partes mais difíceis para mim, fiquei em um quarto com mais 3 leitos, havia 3 mulheres com 3 bercinhos ao lado da cama, eas estavam com seus bebês e olhavam para mim com curiosidade, e assim fizeram suas visitas nos 3 dias seguintes ao me ver sem meu bebê.
    Mas nada se compara a finalmente poder ver minha filha, tomei um banho e fui para a UTI, uma sala muito clara, com várias incubadoras e bebês ligados a aparelhos entre a vida e a morte aguardando um desfecho, perguntei para a doutora se minha filha iria sobreviver e ela disse que se passassem as primeiras 75 horas ela estaria fora de risco, foram as 75 horas mais tensas da minha vida.
    E assim foi meu parto e desfecho da primeira parte de nossas vidas como mãe e filha.

    Foto de suas primeiras horas de vida.

    Retrospectiva: Internação pré-parto - 3° dia

    Foi no terceiro dia da minha internação que o perrengue começou, Wellington não pode ficar comigo nem durante o dia e nem a noite, sendo assim minha mãe ficou comigo o tempo todo naquelas 24 horas e ainda bem que ela estava lá, até então eu tinha sido atendida por enfermeiras maravilhosas em todos os plantões, mas naquele dia eu conheci duas enfermeiras que mudaram tudo e não foi muito pra melhor, como eu parecia estável e o bebê parecia que não ia nascer naquele momento as enfermeiras me mudaram de quarto, eu estava em um quarto sozinha, mas me levaram para um quarto com mais duas moças que estavam acompanhadas de seus maridos, lembram que eu disse que eu não podia me levantar? então a enfermeira que veio me buscar trouxe uma cadeira de rodas e me mandou levantar da cama e me sentar nela, me levaram por alguns corredores até o quarto novo e me instalaram lá, sem nenhuma delicadeza, minha mãe que me ajudou a ir para a cama, eu fazia xixi a cada 30 minutos e tinha que ser na comadre, eu não podia ir ao banheiro, sendo assim toda vez que eu queria fazer xixi minha mãe tinha que pedir para os maridos das moças saírem do quarto, eu odeio incomodar as pessoas e por causa disso eu comecei a ficar nervosa e me sentir mal, e outra coisa, quando me transferiram de quarto elas suspenderam a medicação que segurava a minha dilatação, porque segundo o que elas me informaram minha dilatação tinha parado naqueles 4 cm então não ia precisar mais, eu estava estável, porém não foi assim que aconteceu, eu fiquei muito nervosa, o quarto que me levaram parecia improvisado, não tinha janelas, só uma porta e não tinha luz no quarto, estava queimada, estávamos no escuro total exceto por uma lanterna, isso mesmo uma lanterna, e em algum momento naquela noite eu comecei a sentir dores, minha mãe dizia para eu me acalmar, mas doía muito, ai ela apertou aquela campainha para chamar a enfermeira, ela veio, fez o exame de toque e disse que eu não estava dilatando e nem com contrações pois minha barriga não estava dura, porém as dores vinham a cada 15 minutos certinho, a enfermeira me trouxe chá e bolachas, me mandou comer e tentar dormir que ia passar, eu não consegui comer, não tinha apetite, me virei para o lado e tentei dormir, mas a dor não passava, minha mãe chamou elas novamente, como eu continuava com dor, resolveram me medicar, porém lembram que não tinha luz no quarto, me medicaram usando uma lanterna na direção do meu braço, mas mesmo com a medicação a dor não passou, e ficava mais intensa, minha mãe chamou novamente as enfermeiras, elas estava,m claramente incomodadas poque minha mãe as chamavam toda hora, eu senti vontade de fazer coco, pois desde que havia sido internada não tinha feito nenhuma vez, as enfermeiras disseram que eu teria que fazer na comadre, aquilo foi o que me deixou mais nervosa, eu não ia fazer coco na frente das outras pessoas no quarto nem morta, pois os maridos sairiam, mas as moças que dividiam o quarto comigo continuariam lá, e eu estava tão nervosa que do nada senti uma cachoeira quente escorrer pelas minhas pernas, eu não sabia o que era, minha mãe levantou meu lençol e estava tudo cheio de sangue, mas era tanto sangue que eu pensei que estava perdendo meu bebê, minha mãe chamou mais uma vez a enfermeira, ela veio, apenas olhou e disse que era normal sangrar, minha mãe discutiu com ela, disse que não era nada normal, perguntou se elas estavam tentando me matar, fez um drama total, falou tanto que a enfermeira fez o toque, eu estava com 7 cm de dilatação, de 4 foi pra 7 e elas não saberiam se minha mãe não tivesse sido tão chata com elas, a enfermeira saiu e um dos maridos das moças disse que se fosse com a mulher dele já fazia um escândalo, aquilo parece ter dado força pra minha mãe porque ela começou a discutir com todo mundo.
    Por fim acabaram chamando uma médica, ela mandou me transferir de volta para o quarto que eu estava sozinha e me darem a medicação que nunca deveriam ter suspendido, a enfermeira trouxe novamente a cadeira de rodas, me fez sentar nela e me levou de volta ao quarto, tomei a medicação e as dores pararam, tudo voltou ao normal, era mais ou menos seis horas da manhã quando eu fui consegui dormir, foi a pior noite da minha vida e mais estressante, eu não sabia se minha filha estava bem, mas tinha esperanças que ia ficar.


    Retrospectiva: Internação pré-parto - 2° dia

    Eu disse que ia ter textão nesses 4 dias então toma textão rsrs...
    Há 1 ano atrás eu estava no meu segundo dia de internação para tentar segurar minha gestação o máximo possível, eu me lembro como se fosse hoje, eu sempre tive fobia de me sentir presa em algum lugar, nunca gostei de elevadores, lugares fechados ou até de tomar soro sentada em uma cadeira por horas, tudo isso me sufoca, e a sensação que eu tinha naquele momento era essa, de estar sufocada, presa a uma cama sem poder me levantar, dependente de mulheres que eu não conhecia para cuidar de mim e da minha higiene, minha mãe e Wellington revezavam para ficar comigo, minha mãe a noite e Wellington durante o dia, e naquele dia me levaram para fazer um ultrassom para saber se estava tudo bem com o bebê, até então eu não sabia o sexo, me levaram andares a baixo na maca de elevador porque eu não podia andar, então quando precisava fazer algum exame era assim que me levavam pelo hospital, a médica começou a fazer o ultrassom e falava para enfermeira várias coisas que ela ia anotando, e a todo momento a médica se referia ao bebê como, tipo: "Ela está com tantos centímetros...", "ela está com batimentos assim..." e ai eu perguntei se era uma menina e ela me perguntou se eu não sabia, em nenhum ultrassom anterior havia conseguido ver, eu tinha quase certeza que era menina antes de saber, mas só haviamos escolhido nomes de menino porque a família toda tinha certeza que era um menino rsrs, devia ter apostado, teria ganhado essa fácil.
    Esse meu segundo dia foi bem calmo, a médica não me disse se estava tudo bem com ela, só dizia coisas para eu ficar calma, e eu tentava me manter o mais calma possível a todo momento pela minha filha.

    Retrospectiva: Internação pré-parto - 1° dia

    Há um pouco mais de um ano atrás eu sumi aqui do blog, vários problemas pessoais e uma gestação de risco, por esse motivo eu acabei que nunca contei para vocês a história do meu parto, hoje é um dia especial então vou contar um pouquinho para vocês hoje e nos próximos dias como foi tudo, desde a minha internação até o dia do parto.
    Há 1 ano atrás eu estava indo á uma consulta de rotina do pré-natal e lá descobri que estava com 4 dedos de dilatação e que minha bolsa tinha um pequeno vazamento o que já me fazia perder líquido amniótico há mais de uma semana, Dr. João, meu obstetra, parou tudo que estava fazendo pra me levar para a emergência, foram algumas horas no pronto socorro da fazendinha aguardando vaga para alguma maternidade, eu estava de 29 semanas (6 meses) não era hora do meu bebê nascer. Depois de algumas horas esperando o médico decide me levar para Itapevi mesmo sem vaga, mas por um milagre no último segundo surgiu uma. Chegando em Itapevi fui internada, não podia levantar da cama, não podia ir ao banheiro pra nada, tinha que ficar deitada o tempo todo com as pernas elevadas, banho? as enfermeiras que me davam, xixi? tinha que ser feito em uma comadre, para comer eu podia me sentar um pouquinho mas sem forçar muito a barriga, eu não sabia o sexo do bebê, eu não tinha feito enxoval, ainda faltava dois meses para o chá de bebê e acabei não fazendo, eu estava apavorada mas por fora transparecia tranquilidade para quem me olhasse, nos primeiros dias não chorei por medo, nem por dor, eu não sentia nada, não entendia como podia estar em trabalho de parto sem sentir dor, fiquei tomando medicação sem parar para segurar a dilatação, a intenção inicial da médica era me manter internada por pelo menos um mês para o bebê amadurecer o suficiente para um parto, mas não foi bem assim que aconteceu.
    Para ler a história completa leia o texto que escrevi na época no link abaixo:
    diariodamalua.blogspot.com.br


    Diário de viagem - Ilhabela

    Há algumas semanas viajamos para Ilhabela, primeira viagem da Maria Luiza e primeira vez dela conhecendo o mar, viajamos juntos com o papai e o grupo que ele faz parte, eles participaram do pré festival Ilhabela in Jazz, chegamos lá na sexta-feira e fomos direto assistir um workshop que o grupo deu para alunos do ensino fundamental, no sábado assistimos o show deles a beira mar e no domingo levamos Maria Luiza para curtir a praia, foi um fim de semana maravilhoso, curtimos com a família, amigos e muita música.
    A banda do papai se chama Noneto de casa, para quem quiser conhecer mais sobre o grupo pode acessar os seguintes links:



















    Laranja Mecânica de Anthony Burgess - Resenha de Thales Augusto


    Sinopse: Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) é um romance distópico de Anthony Burgess publicado em 1962. Situado na sociedade inglesa de um futuro próximo, que tem uma cultura de extrema violência juvenil, onde um anti-herói adolescente dá uma narração em primeira pessoa sobre suas façanhas violentas e suas experiências com autoridades estaduais que possuem a intenção de reformá-lo. É parcialmente escrito em uma gíria influenciada pelo russo e inglês, chamada "Nadsat". É uma sátira à sociedade inglesa.
    O romance foi inspirado em um fato real ocorrido em 1944: o estupro, por quatro soldados estadunidenses, da primeira mulher do autor, Lynne. A leitura é difícil, pois Burgess inventou uma linguagem em gírias para ser falada por adolescentes. A linguagem causa estranhamento nos leitores e os termos eslavos e palavras rimadas exigem dedução para o entendimento. A maioria das edições do romance é acompanhada de um glossário.
    Em 2005, Laranja Mecânica foi incluído na lista da revista Time dos 100 melhores romances anglófonos escritos desde 1923,  e foi nomeado pela editora Modern Library e seus leitores um dos 100 melhores romances anglófonos do século 20. O manuscrito original do livro se encontra na Universidade McMaster em Hamilton, Ontario, Canadá, quando a universidade comprou o manuscrito em 1971.

    Resenha: O livro Laranja Mecânica foi dividido em três partes, cada parte com sete capítulos, cada capitulo com um enredo a parte, magnifico e surpreendente.
    A primeira parte retrata o período um pouco antes de Alex ser preso, mostrando os atos dele e seus amigos.  Vemos nesta parte a crueldade de Alex com apenas 15 anos demonstrando uma enorme violência, esta parte para pessoas que são frágeis é bom nem ler, pois é violência por violência mesmo, não tem um motivo para tamanha crueldade.
    Na segunda parte se passa na prisão e começa com Alex descobrindo e submetendo-se ao Método Ludovico, essa parte é referente às torturas que Alex passa na prisão, a ultima parte é a volta de Alex a sociedade, modificado pelo método, de certo modo, é nessas duas últimas partes que dá pra você viajar sobre as intenções do autor ao escrever sobre lavagem cerebral. O governo claramente tentando controlar o instinto humano, com um método horrendo, o ser humano que é algo imutável, podemos refletir se isso seria uma opção viável.
    O livro todo é narrado em primeira pessoa pelo personagem principal Alex, o que torna o livro ainda mais interessante, fazendo com que você se sinta parte da historia, o livro tem um linguajar próprio que as vezes se torna complicado de se entender, mesmo com o glossário se torna complicado, mas conforme você vai lendo, os termos vão se repetindo e se tornando  familiares e os novos ficam mais fáceis de serem interpretados.
    Algo que eu achei estranho na leitura deste livro, que eu não sei dizer se  foi intencional do autor, o personagem Alex consegue que mesmo com toda a sua crueldade ele consegue em alguns momentos ser adorado pelo leitor é uma mistura de sentimentos, em uns capítulos queremos a sua morte já em outros sentimos pena dele, isto é algo meio louco, sentimos raiva, nojo, pena, ódio, pena de novo e em raros momentos chegamos a ter simpatia por Alex.

    Penso eu se a intenção do autor era fazer com que refletíssemos sobre a complexidade do ser humano, do governo e da sociedade, se era ele conseguiu com maestria, á todo o momento pensamos a que ponto chega a maldade do ser humano.

    Circuito caixa de corrida 2017

    Ontem eu tive o prazer de participar da primeira corrida da minha vida, meu namorado já corre há um pouco mais de um ano e sempre me chamou para treinar, mas a preguiça e o ócio não deixavam, ontem resolvi sair da minha zona de conforto e tentar, depois de ir dormir as 01h30 da madrugada porque as malucas das minhas irmãs resolveram ir á um barzinho na noite anterior a da corrida, tivemos que acordar ás 4h para ir para o Pacaembu, eu ia deixar Maria Luiza com minha mãe, mas no último minuto resolvi leva-la, quero ter o máximo de experiências possíveis ao lado da minha filha e inclui-la em tudo que eu fizer, sendo assim fiz o circuito empurrando um carrinho de bebê, foi uma experiência nova, porém prazerosa, e Maria Luiza foi sucesso na corrida rsrs, com certeza irei participar mais vezes.
    Eu participei da prova de 5 quilômetros, já Wellington participou da de 10 quilômetros. 







    Essas minhas manias

    imagem: We heart it

    "Josielma Ramos"

    Vivemos algo lindo,
    Era amor verdadeiro,
    Mas você não quis ir até o fim para ver no que daria,
    Foi covarde e fugiu,
    Talvez tenha sido melhor para nós dois,
    Você é tão certinho e eu essa bagunça emocional,
    Eu sou poeta,
    Artista,
    Tenho minhas manias,
    Eu acordava no meio da noite para escrever,
    Você reclamava da minha coleção de canetas, 
    E de às vezes do nada eu sair correndo para anotar algo que me vinha à mente,
    Eu tinha mil manias que irritavam você...
    Agora você tem ela!
    Não a conheço,
    Mas duvido que ela seja como eu,
    Tenho certeza que ela dorme a noite inteira sobre o seu peito
    E que não desperta nas madrugadas como eu fazia,
    E tenho certeza que você sente falta dos meus sobressaltos no meio da noite,
    Você sente falta das minhas manias,
    Você sente falta das minhas loucuras,
    Mas você nunca mais presenciará nenhuma delas.

    A Teoria de Tudo: A Extraordinária História de Jane e Stephen Hawking - Resenha de Thales Augusto




    Sinopse: A história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen. Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida. O livro que inspirou o emocionante filme A Teoria de Tudo.

    Resenha: O livro "A teoria de tudo" é bem complexo e relata o relacionamento de Jane e Stephen Hawking e as dificuldades que ambos passaram devido à doença de Stephen, ele é diagnosticado ainda jovem com uma doença degenerativa chamada de Esclerose Lateral Amiotrófica, conhecida como “ELA”, que é uma distrofia neuromuscular que provoca a destruição progressiva dos neurônios responsáveis pelo movimento dos músculos.
    O livro deixa claro que por trás de todo grande homem sempre há uma grande mulher, Jane se apaixonou por Stephen mesmo ciente de sua doença, sabendo que poderia a qualquer momento ela ficar responsável por Stephen, quando jovem Jane se apaixona por Stephen um garoto tímido, porem extremamente inteligente e então iniciam um namoro.
    Entre o encanto do primeiro amor e as ideias brilhantes do ainda garoto Stephen, esse relacionamento cresce com o passar do tempo e mesmo com a complicação da doença cruel de Stephen, Jane aceita o pedido de casamento feito pelo jovem apaixonado.
    Jane explica no livro que seu casamento não se resume a ela e Stephen, além do casal tem um fator de extrema importância a doença, mesmo com toda a dedicação a seu marido a degeneração torna o casamento muito complicado e com os anos se junta ao casamento um novo fator a física, Stephen começa a dar mais tempo as suas formulas e teorias do que a sua esposa, Jane começa receber cada dia menos atenção, ainda mais que aos poucos Stephen começa a se tornar famoso, trilhando seu caminho como Stephen Hawking um físico conhecido mundialmente.
    Jane deixa de viver seus sonhos para viver os de seu marido e o pouco tempo que lhe resta ela se dedica a família, e isso faz com que ela se sinta ofuscada pelo brilho e genialidade de Stephen.
    Algo que se torna interessante no livro são os debates religiosos que ocorremwkk entre Stephen e Jane, ele ateu diz que suas teorias não tem espaço para a fé, já Jane encontra na fé um refugio para suportar as dificuldades de seu dia-a-dia, com o tempo esse e outros empecilhos vão degastando o casamento.
    Vemos a cumplicidade de Jane a Stephen neste livro, ela se torna responsável por cada atividade de seu marido, o livro mostra que os enfermos sofrem muito, mas as pessoas que os amam sofrem da mesma forma ou mais, por ver o seu ente querido naquela situação e não poder fazer nada para mudar aquilo.
    A história dessa família nada convencional foi esclarecida de forma sincera pela autora deste livro Jane Hawking a primeira esposa do físico renomado Stephen Hawking. Jane fez o possível para salvar o seu casamento, porem as dificuldades da vida acabaram deteriorando tudo. Isso nos mostra que as vezes apenas  o amor não é o bastante, para levar um casamento a diante, mas nos mostra que tem coisas que só o amor suporta.

    Meu dilúvio


    Imagem: We heart it

    "Thales Augusto - Montanha"

    O dilúvio é um desastre natural
    Mas o que seria do mundo sem o diluvio
    Não teríamos a arca de Noé 
    Não teríamos uma chance de recomeçar 
    Eu vejo o dilúvio como uma oportunidade 
    De mostrar suas forças 
    De aproveitar a chance de um recomeço
    O diluvio traz consigo algo bom
    Ele destrói tudo de ruim que já aconteceu e dá a chance de você começar do zero 
    Ninguém passa por dois dilúvios
    Chuvas passageiras tem inúmeras em nossa vida.
    Mas dilúvio tem apenas um.
    Você é o meu dilúvio.

    Thales Augusto: Nosso novo colunista

    Olá galera, hoje tenho uma novidade para contar, estamos aumentando a equipe de uma pessoa do blog e agora seremos duas pessoas, isso mesmo, agora teremos um colunista que irá fazer resenhas literárias toda quinzena aqui no blog, é um grande amigo meu e colega de faculdade Thales Augusto, então irei fazer uma breve apresentação para que vocês possam saber um pouquinho mais sobre ele.


    Thales tem 25 anos, reside em Osasco - SP, faz faculdade de letras, é ex bancário, escritor e poeta, ele sonha em escrever um best seller, gosta de ler gêneros como suspense, mistério e contos, é fã de Harry Potter e Game of Thrones.
    Escreve poemas maravilhosos o que nunca admitirei para ele nem sob tortura, tem uma alma linda e sensível, é um cara super talentoso e um dia será um grande escritor, então guardem seu nome 

    Citação que Thales leva pra vida:
    "Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier".

    Então vamos dar as boas-vindas a ele e bem vindo ao Como vejo o mundo.

    Onde encontrar o trabalho dele: Montanha Escritor

    Florbela Espanca a poetisa dos excessos

    Quando estava no colegial me apaixonei por poemas e poesias, gostava muito dos autores Nacionais, tinha uma garota que estudava na minha classe que se chamava Maristela, ela assim como eu era apaixonada por poesia, lembro que a primeira vez que ouvi falar de Florbela Espanca era porque ela estava rabiscando um de seus poemas em seu caderno e me passou o nome da escritora, comecei a pesquisar mais sobre a vida dela, e descobri muito em comum entre eu e seus poemas, essa poetisa é uma verdadeira fonte de inspiração pra mim, vou falar um pouco sobre ela, e postar abaixo o primeiro poema dela que eu conheci.


    Florbela Espanca
    Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
    Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
    Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».
    Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
    A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
    Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
    Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
    ***
    Esse foi o primeiro poema dela que eu li:

    Eu ...

    Eu sou a que no mundo anda perdida,
    Eu sou a que na vida não tem norte,
    Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
    Sou a crucificada ... a dolorida ...

    Sombra de névoa tênue e esvaecida,
    E que o destino amargo, triste e forte,
    Impele brutalmente para a morte!
    Alma de luto sempre incompreendida!...

    Sou aquela que passa e ninguém vê...
    Sou a que chamam triste sem o ser...
    Sou a que chora sem saber porquê...

    Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
    Alguém que veio ao mundo pra me ver,
    E que nunca na vida me encontrou!

    "Florbela Espanca"

    Novo projeto de contos de terror: Wicth House



    Hoje quero contar um pouco sobre um projeto pelo qual tenho muito carinho, já o venho desenvolvendo a algum tempo, e tudo começou por causa de umas crises que tenho no meio da noite, apesar de eu sofrer muito com as dores, escrever me traz certo alivio e me distrai delas.
    Felizmente já faz quase um mês que não tenho essas crises, e com o fim delas (espero que seja o fim) decidi iniciar um projeto inspirado nos contos que eu escrevia na hora da dor. O projeto se chama Witch House (Casa da Bruxa), e nessa casa vive uma bruxa que gosta de fazer os viajantes se perderem em uma floresta e o único caminho possível é o de sua casa, de onde só sairão após ouvi-la contar uma de suas histórias e é ai que entra as histórias que escrevi, eu criei o projeto no Tumblr que é uma plataforma que eu amo, o layout do blog é bem simples, e essa era minha intenção, fazer algo simples e objetivo, então espero que gostem tanto como eu tenho gostado de fazer esse projeto, abaixo deixarei o link para o blog. 





     
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